Cast Group · Product Strategy & Market Intelligence
Decisões também são produto.
Como inteligência de mercado virou uma ferramenta estratégica para orientar decisões de produto, soluções e negócio.
Diferente dos outros projetos deste portfólio, este trabalho não terminou em um protótipo ou em uma interface redesenhada.
Seu resultado foi clareza estratégica.
O desafio era transformar informação de mercado fragmentada em um sistema de decisão capaz de orientar estratégia de produto, prioridades comerciais e futuras oportunidades de solução.
- Market Intelligence
- Product Strategy
- Product Discovery
- Business Strategy
- Pesquisa
- Análise de dados
- Strategic Design

Resumo do projeto
- Empresa
Cast Group
- Papel
Product Strategy
& Market Intelligence
- Disciplinas
Inteligência de mercado
Product Strategy
Pesquisa
Inteligência competitiva
Análise de negócio
Strategic Design
- Entregas
Segmentação de mercado
Radar estratégico
Monitoramento competitivo
Mapa de oportunidades
Definição de ICP
Relatórios estratégicos
Frameworks de decisão
Contexto
O desafio.
A empresa recebia continuamente informação de mercado vinda de fontes diferentes: relatórios setoriais, feedback comercial, análise de concorrentes, tendências de tecnologia, demandas de clientes e pesquisa.
Nenhuma dessas fontes conversava entre si.
Como consequência, decisões estratégicas dependiam fortemente de informação isolada — o relatório mais recente, a conversa mais barulhenta, o concorrente mais visível.
O desafio passou a ser outro: criar um processo repetível de inteligência capaz de transformar sinais em direção estratégica.
Perguntas
As perguntas que precisávamos responder.
Quais mercados priorizar?
Onde concentrar esforço comercial e de produto — e o que deixar de fora.
Quais setores apresentam maior oportunidade?
Maturidade digital, pressão regulatória e apetite por investimento.
Quais tecnologias merecem atenção?
O que é sinal estruturante e o que é ruído de ciclo curto.
Para onde as soluções devem evoluir?
Que capacidades o portfólio precisa desenvolver antes da demanda chegar.
Quais problemas de cliente se repetem?
Padrões recorrentes entre setores diferentes — a base de produto.
Como a inteligência sustenta a estratégia de produto?
Do sinal isolado à recomendação defensável em discussão de roadmap.
Framework
Construindo um processo de inteligência estratégica.
Antes de qualquer dashboard ou relatório, era preciso definir a estrutura: o caminho que um sinal percorre até virar decisão.
O framework abaixo virou a espinha dorsal do trabalho — e o que tornou o processo repetível.
- 01Sinais de mercadoRelatórios, campo comercial, notícias, clientes.
- 02PesquisaAprofundamento por setor, tecnologia e concorrente.
- 03ValidaçãoCruzamento de fontes antes de virar afirmação.
- 04SegmentaçãoCritérios explícitos, não intuição.
- 05Radar de tendênciasMonitoramento contínuo por setor.
- 06Mapeamento de oportunidadesOnde existe problema real e endereçável.
- 07Priorização estratégicaTrade-offs assumidos, não implícitos.
- 08Suporte à decisãoO output é uma decisão, não um documento.
Segmentação
Segmentação de mercado.
Segmentar não era um exercício de planilha. Era a base da priorização estratégica.
Cada etapa carregava uma decisão: quais critérios importam, por que dois setores diferentes pertencem ao mesmo cluster e qual cliente representa o caso em que a solução é claramente superior.
- 01MercadoUniverso total considerado.
- 02Critérios de seleçãoPorte, maturidade digital, regulação, ticket, ciclo.
- 03ClustersAgrupamento por comportamento de compra e problema.
- 04Segmentos setoriaisRecorte por indústria e cadeia de valor.
- 05Definição de ICPO cliente em que a solução é claramente superior.
- 06Mercados prioritáriosFoco declarado — com o que ficou de fora explícito.
- 07Estratégia comercialDiscurso, oferta e priorização de pipeline.
Definir o ICP é, antes de tudo, decidir de quem a empresa abre mão.
Radar
Radar de tendências.
O objetivo era monitorar continuamente sinais capazes de influenciar futuras decisões de produto e de negócio — organizados por setor, não por manchete.
Serviços financeiros
- Tecnologias emergentes
- IA aplicada a risco, Open Finance, antifraude
- Movimentos de mercado
- Consolidação de plataformas e pressão regulatória
- Dores de cliente
- Legado caro e integração lenta
- Oportunidades de negócio
- Modernização incremental de core
- Movimento competitivo
- Big techs entrando por infraestrutura
Indústria
- Tecnologias emergentes
- IoT industrial, gêmeos digitais, automação
- Movimentos de mercado
- Investimento em eficiência operacional
- Dores de cliente
- Dados de chão de fábrica desconectados
- Oportunidades de negócio
- Camada de dados e manutenção preditiva
- Movimento competitivo
- Integradores globais avançando
Varejo
- Tecnologias emergentes
- Personalização, supply chain analytics
- Movimentos de mercado
- Margem pressionada e omnicanalidade real
- Dores de cliente
- Ruptura de estoque e previsão frágil
- Oportunidades de negócio
- Inteligência de demanda
- Movimento competitivo
- Players verticais especializados
Saúde
- Tecnologias emergentes
- Interoperabilidade, prontuário e dados clínicos
- Movimentos de mercado
- Regulação e pressão por eficiência
- Dores de cliente
- Sistemas fragmentados e baixa integração
- Oportunidades de negócio
- Jornada e dados do paciente
- Movimento competitivo
- Healthtechs de nicho
Agronegócio
- Tecnologias emergentes
- Sensoriamento, imagem, rastreabilidade
- Movimentos de mercado
- Crédito, ESG e exigência de origem
- Dores de cliente
- Dado disperso entre campo e gestão
- Oportunidades de negócio
- Rastreabilidade ponta a ponta
- Movimento competitivo
- Ecossistemas de cooperativas
Tecnologia
- Tecnologias emergentes
- Plataformas de dados, IA generativa
- Movimentos de mercado
- Reprecificação de valor por eficiência
- Dores de cliente
- Custo de nuvem e escassez de talento
- Oportunidades de negócio
- Serviços de aceleração e squads
- Movimento competitivo
- Consultorias e boutiques de IA
Inteligência competitiva
Padrões, não notícias.
A pesquisa combinava fontes de naturezas diferentes, lidas sempre em conjunto.
Um anúncio isolado diz pouco. Três concorrentes reposicionando a mesma oferta em seis meses dizem tudo.
O objetivo nunca foi acompanhar notícias — foi identificar padrões que se sustentam entre fontes independentes.
Decisão
Transformando informação em decisão.
Relatórios isolados raramente geram ação. O valor aparece quando sinais diferentes são conectados e reduzem a incerteza de uma escolha específica.
- 01RelatóriosMatéria-prima, nunca conclusão.
- 02PadrõesO que se repete entre fontes e setores.
- 03InsightsO padrão que muda a leitura do jogo.
- 04OportunidadesProblema real, endereçável e com demanda.
- 05PrioridadesOrdem defensável entre alternativas.
- 06RecomendaçõesDireção com trade-off explícito.
- 07Decisões de negócioO único output que conta.
Audiências
Quem usava esta inteligência.
O processo era um só. Os outputs, não — cada audiência consumia um recorte diferente da mesma base de evidência.
Liderança
Leitura consolidada de mercado, cenários e priorização.
Relatórios estratégicos e recomendações
Comercial
Onde atacar, com qual discurso e contra quem.
ICP, mercados prioritários, dossiês de concorrente
Marketing
Narrativa por setor e temas com tração real.
Temas do radar e dores recorrentes
Times de solução
Que capacidades a oferta precisa cobrir.
Mapa de oportunidades por setor
Times de produto
Evidência para sustentar discussão de roadmap.
Padrões de problema e sinais de tecnologia
Entregas
Entregas estratégicas.
Segmentação de mercado
Critérios explícitos que definem onde a empresa compete — e onde não compete.
Radar de tendências
Monitoramento contínuo de tecnologias, movimentos e dores por setor.
Relatórios competitivos
Leitura de posicionamento, oferta e movimento dos concorrentes ao longo do tempo.
Monitoramento setorial
Acompanhamento periódico dos setores prioritários e seus vetores de mudança.
Mapas de oportunidade
Cruzamento entre dor recorrente, capacidade interna e potencial de negócio.
Recomendações estratégicas
Direção com premissas, trade-offs e nível de confiança declarados.
Impacto
Medido em decisões, não em adoção de tela.
Negócio
- Discussões estratégicas mais informadas
- Maior visibilidade de mercado
- Priorização compartilhada entre áreas
- Processo contínuo de inteligência
Produto
- Melhor identificação de oportunidades
- Suporte às discussões de roadmap
- Entendimento mais fino dos problemas de cliente
- Alinhamento mais forte entre negócio e produto
Reflexão
Pensar antes de construir.
Nem todo projeto de Product Design termina em uma tela.
Às vezes a contribuição mais valiosa é reduzir a incerteza antes que qualquer solução seja construída.
Este projeto reforçou minha convicção de que pesquisa, inteligência de mercado e pensamento estratégico são capacidades fundamentais de design.
Ajudar uma organização a decidir o que merece ser construído vale tanto quanto desenhar a experiência final.
Boas interfaces resolvem problemas.
Boa estratégia decide quais problemas merecem ser resolvidos.