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Alexia Cardoso

Cast Group · Product Strategy & Market Intelligence

Decisões também são produto.

Como inteligência de mercado virou uma ferramenta estratégica para orientar decisões de produto, soluções e negócio.

Diferente dos outros projetos deste portfólio, este trabalho não terminou em um protótipo ou em uma interface redesenhada.

Seu resultado foi clareza estratégica.

O desafio era transformar informação de mercado fragmentada em um sistema de decisão capaz de orientar estratégia de produto, prioridades comerciais e futuras oportunidades de solução.

  • Market Intelligence
  • Product Strategy
  • Product Discovery
  • Business Strategy
  • Pesquisa
  • Análise de dados
  • Strategic Design
Duas pessoas discutindo indicadores de mercado em uma tela durante uma reunião estratégica

Resumo do projeto

Empresa

Cast Group

Papel

Product Strategy

& Market Intelligence

Disciplinas

Inteligência de mercado

Product Strategy

Pesquisa

Inteligência competitiva

Análise de negócio

Strategic Design

Entregas

Segmentação de mercado

Radar estratégico

Monitoramento competitivo

Mapa de oportunidades

Definição de ICP

Relatórios estratégicos

Frameworks de decisão

01

Contexto

O desafio.

A empresa recebia continuamente informação de mercado vinda de fontes diferentes: relatórios setoriais, feedback comercial, análise de concorrentes, tendências de tecnologia, demandas de clientes e pesquisa.

Nenhuma dessas fontes conversava entre si.

Como consequência, decisões estratégicas dependiam fortemente de informação isolada — o relatório mais recente, a conversa mais barulhenta, o concorrente mais visível.

O desafio passou a ser outro: criar um processo repetível de inteligência capaz de transformar sinais em direção estratégica.

02

Perguntas

As perguntas que precisávamos responder.

01

Quais mercados priorizar?

Onde concentrar esforço comercial e de produto — e o que deixar de fora.

02

Quais setores apresentam maior oportunidade?

Maturidade digital, pressão regulatória e apetite por investimento.

03

Quais tecnologias merecem atenção?

O que é sinal estruturante e o que é ruído de ciclo curto.

04

Para onde as soluções devem evoluir?

Que capacidades o portfólio precisa desenvolver antes da demanda chegar.

05

Quais problemas de cliente se repetem?

Padrões recorrentes entre setores diferentes — a base de produto.

06

Como a inteligência sustenta a estratégia de produto?

Do sinal isolado à recomendação defensável em discussão de roadmap.

03

Framework

Construindo um processo de inteligência estratégica.

Antes de qualquer dashboard ou relatório, era preciso definir a estrutura: o caminho que um sinal percorre até virar decisão.

O framework abaixo virou a espinha dorsal do trabalho — e o que tornou o processo repetível.

  1. 01Sinais de mercadoRelatórios, campo comercial, notícias, clientes.
  2. 02PesquisaAprofundamento por setor, tecnologia e concorrente.
  3. 03ValidaçãoCruzamento de fontes antes de virar afirmação.
  4. 04SegmentaçãoCritérios explícitos, não intuição.
  5. 05Radar de tendênciasMonitoramento contínuo por setor.
  6. 06Mapeamento de oportunidadesOnde existe problema real e endereçável.
  7. 07Priorização estratégicaTrade-offs assumidos, não implícitos.
  8. 08Suporte à decisãoO output é uma decisão, não um documento.
04

Segmentação

Segmentação de mercado.

Segmentar não era um exercício de planilha. Era a base da priorização estratégica.

Cada etapa carregava uma decisão: quais critérios importam, por que dois setores diferentes pertencem ao mesmo cluster e qual cliente representa o caso em que a solução é claramente superior.

  1. 01MercadoUniverso total considerado.
  2. 02Critérios de seleçãoPorte, maturidade digital, regulação, ticket, ciclo.
  3. 03ClustersAgrupamento por comportamento de compra e problema.
  4. 04Segmentos setoriaisRecorte por indústria e cadeia de valor.
  5. 05Definição de ICPO cliente em que a solução é claramente superior.
  6. 06Mercados prioritáriosFoco declarado — com o que ficou de fora explícito.
  7. 07Estratégia comercialDiscurso, oferta e priorização de pipeline.
Definir o ICP é, antes de tudo, decidir de quem a empresa abre mão.
05

Radar

Radar de tendências.

O objetivo era monitorar continuamente sinais capazes de influenciar futuras decisões de produto e de negócio — organizados por setor, não por manchete.

01

Serviços financeiros

Tecnologias emergentes
IA aplicada a risco, Open Finance, antifraude
Movimentos de mercado
Consolidação de plataformas e pressão regulatória
Dores de cliente
Legado caro e integração lenta
Oportunidades de negócio
Modernização incremental de core
Movimento competitivo
Big techs entrando por infraestrutura
02

Indústria

Tecnologias emergentes
IoT industrial, gêmeos digitais, automação
Movimentos de mercado
Investimento em eficiência operacional
Dores de cliente
Dados de chão de fábrica desconectados
Oportunidades de negócio
Camada de dados e manutenção preditiva
Movimento competitivo
Integradores globais avançando
03

Varejo

Tecnologias emergentes
Personalização, supply chain analytics
Movimentos de mercado
Margem pressionada e omnicanalidade real
Dores de cliente
Ruptura de estoque e previsão frágil
Oportunidades de negócio
Inteligência de demanda
Movimento competitivo
Players verticais especializados
04

Saúde

Tecnologias emergentes
Interoperabilidade, prontuário e dados clínicos
Movimentos de mercado
Regulação e pressão por eficiência
Dores de cliente
Sistemas fragmentados e baixa integração
Oportunidades de negócio
Jornada e dados do paciente
Movimento competitivo
Healthtechs de nicho
05

Agronegócio

Tecnologias emergentes
Sensoriamento, imagem, rastreabilidade
Movimentos de mercado
Crédito, ESG e exigência de origem
Dores de cliente
Dado disperso entre campo e gestão
Oportunidades de negócio
Rastreabilidade ponta a ponta
Movimento competitivo
Ecossistemas de cooperativas
06

Tecnologia

Tecnologias emergentes
Plataformas de dados, IA generativa
Movimentos de mercado
Reprecificação de valor por eficiência
Dores de cliente
Custo de nuvem e escassez de talento
Oportunidades de negócio
Serviços de aceleração e squads
Movimento competitivo
Consultorias e boutiques de IA
06

Inteligência competitiva

Padrões, não notícias.

A pesquisa combinava fontes de naturezas diferentes, lidas sempre em conjunto.

Relatórios de mercado
Relatórios de tecnologia
Relatórios setoriais
Análise de concorrentes
Fornecedores de tecnologia
Movimentos de inovação
Publicações estratégicas

Um anúncio isolado diz pouco. Três concorrentes reposicionando a mesma oferta em seis meses dizem tudo.

O objetivo nunca foi acompanhar notícias — foi identificar padrões que se sustentam entre fontes independentes.

07

Decisão

Transformando informação em decisão.

Relatórios isolados raramente geram ação. O valor aparece quando sinais diferentes são conectados e reduzem a incerteza de uma escolha específica.

  1. 01RelatóriosMatéria-prima, nunca conclusão.
  2. 02PadrõesO que se repete entre fontes e setores.
  3. 03InsightsO padrão que muda a leitura do jogo.
  4. 04OportunidadesProblema real, endereçável e com demanda.
  5. 05PrioridadesOrdem defensável entre alternativas.
  6. 06RecomendaçõesDireção com trade-off explícito.
  7. 07Decisões de negócioO único output que conta.
08

Audiências

Quem usava esta inteligência.

O processo era um só. Os outputs, não — cada audiência consumia um recorte diferente da mesma base de evidência.

Liderança

Leitura consolidada de mercado, cenários e priorização.

Relatórios estratégicos e recomendações

Comercial

Onde atacar, com qual discurso e contra quem.

ICP, mercados prioritários, dossiês de concorrente

Marketing

Narrativa por setor e temas com tração real.

Temas do radar e dores recorrentes

Times de solução

Que capacidades a oferta precisa cobrir.

Mapa de oportunidades por setor

Times de produto

Evidência para sustentar discussão de roadmap.

Padrões de problema e sinais de tecnologia

09

Entregas

Entregas estratégicas.

01

Segmentação de mercado

Critérios explícitos que definem onde a empresa compete — e onde não compete.

02

Radar de tendências

Monitoramento contínuo de tecnologias, movimentos e dores por setor.

03

Relatórios competitivos

Leitura de posicionamento, oferta e movimento dos concorrentes ao longo do tempo.

04

Monitoramento setorial

Acompanhamento periódico dos setores prioritários e seus vetores de mudança.

05

Mapas de oportunidade

Cruzamento entre dor recorrente, capacidade interna e potencial de negócio.

06

Recomendações estratégicas

Direção com premissas, trade-offs e nível de confiança declarados.

10

Impacto

Medido em decisões, não em adoção de tela.

Negócio

  • Discussões estratégicas mais informadas
  • Maior visibilidade de mercado
  • Priorização compartilhada entre áreas
  • Processo contínuo de inteligência

Produto

  • Melhor identificação de oportunidades
  • Suporte às discussões de roadmap
  • Entendimento mais fino dos problemas de cliente
  • Alinhamento mais forte entre negócio e produto
11

Reflexão

Pensar antes de construir.

Nem todo projeto de Product Design termina em uma tela.

Às vezes a contribuição mais valiosa é reduzir a incerteza antes que qualquer solução seja construída.

Este projeto reforçou minha convicção de que pesquisa, inteligência de mercado e pensamento estratégico são capacidades fundamentais de design.

Ajudar uma organização a decidir o que merece ser construído vale tanto quanto desenhar a experiência final.

Boas interfaces resolvem problemas.
Boa estratégia decide quais problemas merecem ser resolvidos.